A ausência de jogadores
portugueses nas equipas nacionais já não é novidade. Não fossem
as obrigatoriedades da WEFA em relação à presença de jogadores
formados no país e no clube nas competições europeias, e não
restariam nenhuns. O Benfica é caso disso, talvez o mais forte.
Em conferência de
imprensa recente Jorge Jesus revelou que o jovem guarda-redes Oblak
seria mais uma época emprestado porque prefere ter dois guarda-redes
portugueses e um estrangeiro no plantel, para assim poder ter mais
jogadores de campo provenientes de fora do país. A não aposta no
produto nacional é assustadora e muitas são as carreiras que se
fazem lá fora sem nunca ter passado por uma grande equipa portuguesa
ou mesmo pela primeira divisão.
A imprensa adianta que o
Benfica poderá ir buscar o lateral Sílvio, por empréstimo, ao
Atlético de Madrid. Sílvio foi formado na luz mas nunca viu uma
oportunidade no plantel principal, certamente não por falta de
potencial. Outro jogador equacionado para o Benfica é Fábio
Coentrão que, apesar de auferir um salário bastante elevado para os
cofres encarnados, admite baixar o seu vencimento para voltar ao país
e ao clube que o mostrou ao mundo.
Outros portugueses no
plantel encarnado são Mika, Paulo Lopes, Rúben Amorim, André
Almeida, Nélson Oliveira, Djaló e André Gomes. Nenhum deles com
lugar cativo no onze do Benfica e poucos com presença assegurada no
plantel da próxima temporada.
Seria bom ver uma aposta
maior em jogadores da formação dos clubes, especialmente jogadores
portugueses, com vista a formar uma selecção nacional mais
competitiva a médio prazo.
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