sábado, 6 de julho de 2013

Jesus sem portugueses

A ausência de jogadores portugueses nas equipas nacionais já não é novidade. Não fossem as obrigatoriedades da WEFA em relação à presença de jogadores formados no país e no clube nas competições europeias, e não restariam nenhuns. O Benfica é caso disso, talvez o mais forte.
Em conferência de imprensa recente Jorge Jesus revelou que o jovem guarda-redes Oblak seria mais uma época emprestado porque prefere ter dois guarda-redes portugueses e um estrangeiro no plantel, para assim poder ter mais jogadores de campo provenientes de fora do país. A não aposta no produto nacional é assustadora e muitas são as carreiras que se fazem lá fora sem nunca ter passado por uma grande equipa portuguesa ou mesmo pela primeira divisão.
A imprensa adianta que o Benfica poderá ir buscar o lateral Sílvio, por empréstimo, ao Atlético de Madrid. Sílvio foi formado na luz mas nunca viu uma oportunidade no plantel principal, certamente não por falta de potencial. Outro jogador equacionado para o Benfica é Fábio Coentrão que, apesar de auferir um salário bastante elevado para os cofres encarnados, admite baixar o seu vencimento para voltar ao país e ao clube que o mostrou ao mundo.
Outros portugueses no plantel encarnado são Mika, Paulo Lopes, Rúben Amorim, André Almeida, Nélson Oliveira, Djaló e André Gomes. Nenhum deles com lugar cativo no onze do Benfica e poucos com presença assegurada no plantel da próxima temporada.

Seria bom ver uma aposta maior em jogadores da formação dos clubes, especialmente jogadores portugueses, com vista a formar uma selecção nacional mais competitiva a médio prazo.  

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