Talento
da Guiné
As
relações entre Portugal e Guiné-Bissau no que respeita ao futebol
não podiam andar melhor. O Mundial de sub-20 está a ser um sucesso
para as quinas e contam com cinco jogadores nascidos na Guiné-Bissau
entre os titulares. São eles Bruma,
Tomás Dabó, Edgar Ié, Aladje e Agostinho Cá. O
destaque dos africanos não podia ser maior.
Paulo
Torres, treinador português ao serviço do Sporting de Bissau tem
vindo a frisar a qualidade dos jogadores desse país. No início da
época, quando começou a trabalhar no clube, Paulo Torres deu uma
entrevista dizendo que a Guiné-Bissau seria uma mina de ouro no
futuro do futebol mundial. Um ano mais tarde mantém o seu discurso e
diz ter mais dois jogadores com futuro garantido na Europa, Valdemar
e Jessi, mas não põe os jogadores num patamar mais elevado que os
restantes companheiros, deixando o aviso de que a oferta de jogadores
provenientes da Guiné-Bissau poderá dar muitas alegrias aos clubes
portugueses que se decidam a apadrinhar projectos como este. De
momento o Sporting leva vantagem na formação de jogadores deste
país e Bruma poderá ser o primeiro a gerar milhões para os cofres
do clube. Tanto Agostinho como Edgar rumaram ao Barcelona no início
da época por valores significativamente inferiores.
Deverá
Portugal continuar a apostar nestes jogadores nos escalões de
formação da selecção? Deverá ser imposta uma idade limite para o
começo da integração destes jogadores nos escalões jovens da
selecção? Corremos o risco de ter uma equipa nacional portuguesa
maioritariamente constituída por jogadores africanos e brasileiros? O
potencial destes jogadores é realmente superior aos nascidos em
Portugal, justificando a aposta em detrimento do produto nacional?
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