domingo, 30 de junho de 2013

Talento da Guiné

As relações entre Portugal e Guiné-Bissau no que respeita ao futebol não podiam andar melhor. O Mundial de sub-20 está a ser um sucesso para as quinas e contam com cinco jogadores nascidos na Guiné-Bissau entre os titulares. São eles Bruma, Tomás Dabó, Edgar Ié, Aladje e Agostinho Cá. O destaque dos africanos não podia ser maior.
Paulo Torres, treinador português ao serviço do Sporting de Bissau tem vindo a frisar a qualidade dos jogadores desse país. No início da época, quando começou a trabalhar no clube, Paulo Torres deu uma entrevista dizendo que a Guiné-Bissau seria uma mina de ouro no futuro do futebol mundial. Um ano mais tarde mantém o seu discurso e diz ter mais dois jogadores com futuro garantido na Europa, Valdemar e Jessi, mas não põe os jogadores num patamar mais elevado que os restantes companheiros, deixando o aviso de que a oferta de jogadores provenientes da Guiné-Bissau poderá dar muitas alegrias aos clubes portugueses que se decidam a apadrinhar projectos como este. De momento o Sporting leva vantagem na formação de jogadores deste país e Bruma poderá ser o primeiro a gerar milhões para os cofres do clube. Tanto Agostinho como Edgar rumaram ao Barcelona no início da época por valores significativamente inferiores.

Deverá Portugal continuar a apostar nestes jogadores nos escalões de formação da selecção? Deverá ser imposta uma idade limite para o começo da integração destes jogadores nos escalões jovens da selecção? Corremos o risco de ter uma equipa nacional portuguesa maioritariamente constituída por jogadores africanos e brasileiros? O potencial destes jogadores é realmente superior aos nascidos em Portugal, justificando a aposta em detrimento do produto nacional? 

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