Vergonha na FPF
Já não é novidade o
mau funcionamento da Federação Portuguesa de Futebol nas mais
variadas matérias. Desta feita os cursos de treinador de níve IV
são o tema em debate e prometem causar problemas.
Não se entende a decisão
da FPF de autorizar a presença de treinadores sem o nível III no
curso de nível IV, alguns dos quais sem possuir também o nível II.
A juntar a esta estranha decisão acrescenta-se o facto de
treinadores com o nível III não terem sido autorizados a frequentar
o nível IV. Falamos de treinadores que pagaram um ou mais nível de
treino que os que foram escolhidos e, alguns inclusive, possuem
cursos superiores ou mesmo mestrados relacionados com o desporto.
Uma vez mais a Federação
Portuguesa de Futebol revelou falta de ética e a regra continua a
ser que os que têm poder são os que podem fazer o que quiserem sem
sofrer as consequências e com o consentimento das entidades
reguladoras. Uma vergonha.
Os treinadores em questão
representam alguns dos emblemas mais importantes do país como Paulo
Fonseca do Porto, Marco Silva do Estoril, Pedro Emanuel do Arouca,
Nuno Espírito Santo do Rio Ave ou Sérgio Conceição da Académica.
A desorganização da FPF
é assustadora e deveria ser analisada a fundo com vista a evitar
todas as medidas absurdas que tomam bem como os escândalos que
rodeiam o futebol português, que parecem ser já suficientes.
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