Thiago e os valores de
mercado
Thiago Alcântara do
Nascimento, conhecido no mundo do futebol como Thiago Alcântara está
de saída do Barcelona. Com clubes interessados um pouco por todo o
lado o destino apontado ao médio do Barça é o Manchester United.
Thiago Alcântara foi
formado em Barcelona, clube que representa desde os 14 anos. Respira
a qualidade do futebol praticado no clube e tem uma qualidade
individual fora de série.
Vindo de uma família de
prodígios futebolísticos, Thiago tem o seu irmão a jogar no
Barcelona, o primo Rodrigo no Benfica e é filho de Mazinho, antigo
internacional brasileiro. Thiago é portanto descendente de
brasileiros, nascido em Itália e representa a Espanha, um jogador
com várias influências que transmitem ao seu futebol qualidades
irrefutáveis.
Thiago Alcântara tem no
seu contrato com o Barcelona uma cláusula de rescisão de 18M de
euros, um valor bastante inferior ao seu real potencial
futebolístico. Com a azáfama do mercado e os colossos capitalistas
europeus não se entende como um jogador como Thiago Alcântara seja
preterido a jogadores que actuam em posições semelhantes como James
Rodriguez, João Moutinho ou Fernandinho, todos eles já transferidos
durante o defeso por valores superiores. James por 35M, Moutinho por
25M e Fernandinho por 40M com a agravante que os dois últimos são
consideravelmente mais velhos e dão às transferências em causa uma
possibilidade de retorno bastante mais reduzida.
Com isto se põe a real
questão de se os mercados são justos ou se há em cada
transferência uma componente de interesses pessoais em tudo superior
ao interesse futebolístico. Com jogadores como Matic (25M), Gaitan
(25M), Fernando (20M) ou Labyad (15M) apontados ao mercado
internacional fica a pergunta: Os clubes portugueses são os melhores
a negociar jogadores no mundo ou todo o dinheiro que parece estar
envolvido por excesso nas transferências destes jogadores anda a
encher os bolsos de dirigentes, agentes e fundos? Pede-se
transparência.
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